Hoje meu professor de Literatura Portuguesa disse que um poema não precisa ser sentimenta para ser poema, mas eu, perticularmente, acredito que tudo que escrevo nada mais é do que sentimentos, ali, em forma de letras, de palavras...
Nem sempre sinto tudo o que escrevo, assim, com toda aquela intensidade, mas às vezes me torno hiperbólica pra dar conta do que chamam expressar e vou costurando os versos num sentido meio sem sentido, amando sem fronteiras e sem escrúpulos, sofrendo os segundos ali descritos, dissolvendo a dor num vaso de vocabulários lacrimejantes...tanto me envolvo que às vezes me vejo dominada, sem saída, onde meu consolo é vomitar minhas angustias numa folha de papel, e me faço forte diante das paredes, diante do espelho...expirando o mar imenso dos sentimentos que só fogem de mim e só desagua em mim...
sábado, 27 de fevereiro de 2010
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