Eu queria que tudo fosse desprezível, que nada tivesse valor porque me custa compreender esses fenômenos vitais...Queria ver a lógica mínima dos meus devaneios. Custa-me compreender como algo de fora influencia tanto por dentro, como se não existisse um eu...Estamos num quarto escuro e quando abrimos a porta somos dominados por tudo que não nos faz parte.
Como pode uma situação ou um alguém organizar tão propriamente a intensidade dos fatos interiores? O que não nos pertence por direito e completude ditam a maneira como seguiremos a diante, como se nos estivesse intrínseco, como se tirasse o controle de tudo, como se perdêssemos o autocontrole...E de repente sentimos algo insensível; e de repente passamos a ser alguém desconhecido a nós mesmos, levando uma vida pouco nossa porque algo externo se internalizou... Aos poucos nos vemos à deriva até que algo mais forte nos arrebata o peito e se materialize, nos manipulando, como se concedêssemos ao outro o poder de decisão sobre nós, e esse por sua vez possuísse um botão de intensidade, aumentando ou diminuindo a dor, alegria, o prazer...
Talvez não saibamos ditar regras a nós mesmos, uma vez que qualquer ordem designada a nós é revogável, por exemplo, quando decretamos algo a nós que requer esforço, seja físico ou emocional, só o que nos prende é o comprometimento com a nossa palavra, fácil de ser modificada porque não há fatores externos que nos imponha maior responsabilidade. Isso prova a dependência do ser humano, visto que é constituído de dados externos.Nessas horas percebemos que tudo vai além do que pensamos, e que muita das vezes a decisão não cabe a nós, que os atos não nos pertence, e assim, como solução ou única opção, temos que nos jogar nas mãos do mundo e esperar que ele gire a nosso favor.
domingo, 29 de novembro de 2009
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Deixe-me aqui
Quieta, pensativa.
Abstraída da realidade
Não pergunte pelos meus pensamentos...
Qualquer vírgula entediaria.
Não me julgue pelos atos insanos e tão conscientes
Não me julgue por essas palavras
Medíocres
Queria que o mundo se limitasse ao meu quarto.
Não queria acordar mais
Estou com medo
Medo de tudo
Medo do mundo medo de mim
Não quero abraços frios;
Nem palavras inúteis.
Não quero beijos interesseiros;
Nem recados pré-fabricados
Quero algo de espontâneo
Quero ver sentido em alguma coisa
Quero ser mais eu
Quero me calar mais,
Quero me esconder de tudo
Quero me esconder de mim...
Não, não...Deixe-me aqui...
Quero só ficar aqui.
Quieta, pensativa.
Abstraída da realidade
Não pergunte pelos meus pensamentos...
Qualquer vírgula entediaria.
Não me julgue pelos atos insanos e tão conscientes
Não me julgue por essas palavras
Medíocres
Queria que o mundo se limitasse ao meu quarto.
Não queria acordar mais
Estou com medo
Medo de tudo
Medo do mundo medo de mim
Não quero abraços frios;
Nem palavras inúteis.
Não quero beijos interesseiros;
Nem recados pré-fabricados
Quero algo de espontâneo
Quero ver sentido em alguma coisa
Quero ser mais eu
Quero me calar mais,
Quero me esconder de tudo
Quero me esconder de mim...
Não, não...Deixe-me aqui...
Quero só ficar aqui.
domingo, 15 de novembro de 2009
"Para tornar a realidade suportável, todos temos de cultivar em nós certas pequenas loucuras"
Proust
Essa frase resume muito do que eu queria dizer, uma vez que, essas (as loucuras) são pra mim os ápices da minha vida...minha total distração...e por mais efêmeros que sejam os momentos vividos assim, creio que são os momentos que realmente me sinto viva.
Proust
Essa frase resume muito do que eu queria dizer, uma vez que, essas (as loucuras) são pra mim os ápices da minha vida...minha total distração...e por mais efêmeros que sejam os momentos vividos assim, creio que são os momentos que realmente me sinto viva.
sábado, 7 de novembro de 2009
Fragilidade
O silêncio tem me incomodado... eu só ouço minha voz, meus pensamentos...Parece que tudo é mais forte que eu, quando tenho certeza de que venci, me vejo vencida... Vencida pelas lembranças, essas que parecem sacos de cimento amarrados à perna e que nos dificultam os passos; impedem-nos de andar tranquilamente.
Lembranças tão recentes... Ontem eu era uma pessoa, hoje sou outra, construída pelos meus erros... Acho que estou frágil demais e tudo tem me afetado.
A questão é que quando estamos frágeis costumamos dar um valor exorbitante a qualquer bobeira que se faça presente por alguns ínfimos minutos... A resposta então, seria ignorar todas as bobeiras, ou melhor, ignorar a nossa fragilidade. Mas como desfazer de algo intrínseco? Não podemos retirar tal sentimento como se fosse uma roupa velha que esta a ponto de rasgar. Então, talvez a solução seja dar valor a todas as bobeiras e reduzir a nossa fragilidade por substituição, como se preenchêssemos lacunas. Isso me parece tão coerente e ao mesmo tempo tão inviável. Seria tão mais fácil se houvesse um remédio para cada sentimentalidade... Se houvesse eu seria hipocondríaca.
Essas tais fragilidades podem ser comparadas aos momentos de embriaguez, onde todo sentimento é mais real, mais vivo, e assim tanto pode ser o momento em que mais nos alegramos como o que mais nos machucamos também... Tudo e nada simultaneamente... Ai, esperamos o momento da ressaca e percebemos que tudo passou e as fortes considerações que fizemos nos deixaram sem argumentos para sustentar qualquer sentimento que por ventura tenha nos abordado num momento frágil.
Lembranças tão recentes... Ontem eu era uma pessoa, hoje sou outra, construída pelos meus erros... Acho que estou frágil demais e tudo tem me afetado.
A questão é que quando estamos frágeis costumamos dar um valor exorbitante a qualquer bobeira que se faça presente por alguns ínfimos minutos... A resposta então, seria ignorar todas as bobeiras, ou melhor, ignorar a nossa fragilidade. Mas como desfazer de algo intrínseco? Não podemos retirar tal sentimento como se fosse uma roupa velha que esta a ponto de rasgar. Então, talvez a solução seja dar valor a todas as bobeiras e reduzir a nossa fragilidade por substituição, como se preenchêssemos lacunas. Isso me parece tão coerente e ao mesmo tempo tão inviável. Seria tão mais fácil se houvesse um remédio para cada sentimentalidade... Se houvesse eu seria hipocondríaca.
Essas tais fragilidades podem ser comparadas aos momentos de embriaguez, onde todo sentimento é mais real, mais vivo, e assim tanto pode ser o momento em que mais nos alegramos como o que mais nos machucamos também... Tudo e nada simultaneamente... Ai, esperamos o momento da ressaca e percebemos que tudo passou e as fortes considerações que fizemos nos deixaram sem argumentos para sustentar qualquer sentimento que por ventura tenha nos abordado num momento frágil.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
triste por estar...
Triste, triste, triste
Triste unicamente.
Minhas palavras são todas singulares,
Mas eu me encontro no plural de mim
Triste, triste, triste
Triste por estar
Triste por não saber amar
Triste por me calar
Quando deveria falar
Triste por encurtarmos
cada espaço de harmonia entre nós
Triste pelos chumbos trocados,
Pelos olhares calados,
Triste , triste, triste
Triste por esquecer
Triste por lembrar
Triste por estar...
Triste unicamente.
Minhas palavras são todas singulares,
Mas eu me encontro no plural de mim
Triste, triste, triste
Triste por estar
Triste por não saber amar
Triste por me calar
Quando deveria falar
Triste por encurtarmos
cada espaço de harmonia entre nós
Triste pelos chumbos trocados,
Pelos olhares calados,
Triste , triste, triste
Triste por esquecer
Triste por lembrar
Triste por estar...
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Desabafo mais real de todos os tempos
Meus caros, nada é igual...
Eu me perdi tentando abraçar o mundo
e nem por um segundo parei de pensar em mim.
Eu me vi fora de mim
e achei que não era eu,
mas era sim.
Eu perdi o canto considerável que me atribuíam,
Talvez nem tenha perdido tanto,
A questão é que perdi pra mim.
O mundo é muito grande para meus braços darem conta,
meu consolo é que depois de tudo
voltei à mim,
porque sei que não sou assim.
Até tentei juntar os cacos e me lamentar,
mas também sei que não sou assim,
é claro, se isso já não for um lamento.
Até tentei argumentar,
mas os atos alheios possuíam suas razões.
Eu me deixei calar pelos meus próprios atos.
Eu assumi posições e enfrentei consequências
Agora estou tentando me encontrar e,
só sei que não sou assim...
Coloquei em forma de versos os turbilhões de pensamentos que já não consigo controlar...Creio que nunca escrevi com tanta intensidade como hoje.
Eu me perdi tentando abraçar o mundo
e nem por um segundo parei de pensar em mim.
Eu me vi fora de mim
e achei que não era eu,
mas era sim.
Eu perdi o canto considerável que me atribuíam,
Talvez nem tenha perdido tanto,
A questão é que perdi pra mim.
O mundo é muito grande para meus braços darem conta,
meu consolo é que depois de tudo
voltei à mim,
porque sei que não sou assim.
Até tentei juntar os cacos e me lamentar,
mas também sei que não sou assim,
é claro, se isso já não for um lamento.
Até tentei argumentar,
mas os atos alheios possuíam suas razões.
Eu me deixei calar pelos meus próprios atos.
Eu assumi posições e enfrentei consequências
Agora estou tentando me encontrar e,
só sei que não sou assim...
Coloquei em forma de versos os turbilhões de pensamentos que já não consigo controlar...Creio que nunca escrevi com tanta intensidade como hoje.
O publico observava meus gestos incertos e temidos,
Sondavam meu olhar além da lua
Eu dançava como criança ao som da noite calada
Eu sapateava no chão rústico da minha solidão
Eu me encantei com o brilho daquelas estrelas
Os deuses cantaram por sua boca
E eu completamente perdida na dança
Lancei-me num apoio falso... nada vi
Despertei-me com um barulho estrondoso,
Desconhecido
Que ria, ria e ria...
Quis voltar à dança
Meus braços não alcançaram os seus,
Tudo já havia se acabado
Fecharam as cortinas
Fim de mais um espetáculo.
Sondavam meu olhar além da lua
Eu dançava como criança ao som da noite calada
Eu sapateava no chão rústico da minha solidão
Eu me encantei com o brilho daquelas estrelas
Os deuses cantaram por sua boca
E eu completamente perdida na dança
Lancei-me num apoio falso... nada vi
Despertei-me com um barulho estrondoso,
Desconhecido
Que ria, ria e ria...
Quis voltar à dança
Meus braços não alcançaram os seus,
Tudo já havia se acabado
Fecharam as cortinas
Fim de mais um espetáculo.
Tudo se apaga
e eu te vejo nas sombras dos meus atos
cúmplice dos meus pecados
dos meus erros,
dilacerador das minhas vertentes
meu abraço amigo diante da minha dor superficial...
Eu aqui pensando em você
E você sem admitir a si próprio
Que seu desejo sou eu...
E eu já sei....
e eu te vejo nas sombras dos meus atos
cúmplice dos meus pecados
dos meus erros,
dilacerador das minhas vertentes
meu abraço amigo diante da minha dor superficial...
Eu aqui pensando em você
E você sem admitir a si próprio
Que seu desejo sou eu...
E eu já sei....
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Os vidros se quebraram
E nada foi igual
Seus olhos me enganaram...
As janelas se fecharam com o soprar do vento,
Vento vindo de você
Não me levou a brisa da vida,
Nem a liberdade insubstituível dos dias quentes...
Mesmo assim tenho andado a deriva,
A deriva de mim,
Encantada com o cemitério das memórias
Feliz com o enterro das horas
Forte com o corpo que ficou,
Saudosa pelas roupas que se foram...
E nada foi igual
Seus olhos me enganaram...
As janelas se fecharam com o soprar do vento,
Vento vindo de você
Não me levou a brisa da vida,
Nem a liberdade insubstituível dos dias quentes...
Mesmo assim tenho andado a deriva,
A deriva de mim,
Encantada com o cemitério das memórias
Feliz com o enterro das horas
Forte com o corpo que ficou,
Saudosa pelas roupas que se foram...
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